Sunday, 10 August 2008



O Eluveitie é uma banda suíça de Folk Metal criada em 2002 por Chrigel Glanzmann(vocalista), com a finalidade de ser apenas um projeto de estúdio. Ele gravou, financiou e divulgou Vên, primeiro MCD (um álbum de curta duração, com utilidade semelhante à demo) da banda. Em 2004 Chrigel recebe a proposta da gravadora holandesa Fear Dark Records que relançou o MCD remasterizado. Ele também buscou por novos músicos, para que pudesse realizar as turnês de divulgação. Depois de algumas tentativas de line-up, a banda lança Spirit, primeiro álbum oficial.
Slania (2008) – O novo álbum do Eluveitie, lançado em 15 de fevereiro de 2008, já pela gravadora Nuclear Blast, traz o mesmo espírito do Spirit, porém com uma notada acentuação para o Death Metal Melódico, já característico na sonoridade da banda. O álbum começa com a instrumental Samon, dando um aperitivo do que será ouvido no decorrer do álbum: Peso e muita, mas muita melodia folk! Primordial Breath segue esse conceito, com um ótimos backing vocals no refrão. As melodias folks, tocadas durante toda a música pela gaita-de-foles(Sevan Kirder), pelo violino (Meri Tadic) e pelo hurdy-gurdy (Anna Murphy) são bastante animadoras, e transmitem todo o sentimento folk que acompanha o som da banda. A terceira faixa, talvez a mais conhecida, devido à divulgação, é Inis Mona, que tem uma melodia inicial que pode ser chamada de perfeita. A música segue pesada, influenciada pelo Death Metal Melódico, porém em suas melodias ganha a alma folk, o que torna essa música uma ótima audição para qualquer pessoa. Outro destaque do álbum é Anagantios, tema instrumental que faz nos sentir como se estivéssemos em um filme suíço de guerra medieval, um momento antes da guerra explodir. Outra ótima música é a que deu nome ao álbum: Slania's Song. Com um começo totalmente folk, em que a violinista Meri assume os vocais e canta em suíço até a música ganhar peso e estourar definitivamente com a entrada do vocal rasgado de Chrigel. Outra música que nos faz sentir em filmes medievais...


Com certeza é um dos melhores álbuns de folk metal que já ouvi na vida (ao lado de Iron e Victory Songs do Ensiferum). A idéia de Chrigel de adicionar melodias folks ao Death Metal Melódico se mostrou uma ótima jogada, e tem gerado frutos em vários lugares do mundo, vide a quantidade de fãs que o Eluveitie já possui, chegando até a tocar em festivais nos EUA, o mercado mais concorrido do meio musical. Certamente, uma ótima banda que merece ser apreciada por fãs de Folk, de Death Metal Melódico, ou simplesmente de uma música original e de qualidade.








Sunday, 3 August 2008


O novo álbum do vocalista norueguês Jorn Lande foi lançado em junho desse ano, e é um dos mais pesados de sua carreira. Com músicas cadenciadas e sem deixar espaços para baladas, Lonely Are The Brave talvez seja também um dos melhores.


Lonely Are The Brave - O álbum começa com a faixa-título, um Hard N’ Heavy que Jorn faz tão bem. E o baterista Willy Bendiksen já se apresenta no começo da música com uma virada, seguida dos riffs azedos das guitarras de Jorn Viggo e Tore Moren. A parte mais esperada, a voz de Jorn, entra logo em seguida, mostrando todo o poderio do norueguês. O refrão é bastante empolgante, fixador. A música acaba com Jorn usando com perfeição os drives, cantando com feeling “It’s just Rock n’ Roll”. Ótima música para começar o álbum.

Night City – Essa música começa com um ótimo riff arrastado no estilo Black Sabbath. Logo após Jorn canta mostrando toda a influência de Ronnie James Dio. Na verdade, a música segue algumas características das músicas da época de Dio no Sabbath. Porém não se passa de um mero clone, afinal Jorn coloca sua personalidade durante a música, o que a torna empolgante.


War of The World– Outro ótimo riff inicia essa música. O destaque vai para a parte central, com ótimas viradas de Willy e os harmônicos de Viggo. Esse que por sua vez traz um ótimo solo cheio de feeling durante os segundos finais da canção.


Shadow People – Essa faixa começa com um som de tiros, e emenda com a bateria crescendo e culminando em um grito de Jorn e uma melodia meio sombria na guitarra, passando para um riff pesado bastante Heavy Metal. A ponte para o refrão se torna um pouco melodiosa, mesmo sem perder o peso, que vem no refrão, que possui um ritmo marcado pela bateria e pelas guitarras. É a faixa mais rápida do álbum, com apenas 3:34.


Soul of The Wind – Começa com um dedilhado, seguido pela voz de Jorn cantando de forma emotiva um pequeno verso. Entram então as ‘guitarras-gêmeas’ de Viggo e Moren fazendo uma melodia sombria, para depois entrar em um ótimo riff, seguindo novamente a linha do Black Sabbath, porém somente em algumas partes. A música segue com uma ótima base heavy, e após o refrão o riff cadenciado aparece novamente. Segue pesada até o final, com Jorn cantando “Soul of the Wind...” até a música acabar de forma repentina.


Man of The Dark – Começa meio cadenciada, e provavelmente é a mais Hard Rock do CD. Jorn vem cantando de forma perfeita novamente, inclusive lembrando David Coverdale do Whitesnake durante o refrão, que por sinal é magnífico. O duelo de guitarra no meio da música é bastante melodioso, principalmente a parte com ‘guitarras-gêmeas’. Chegando perto do final Willy solta um pequeno solo de bateria acompanhado pelo baixo de Sid Ringsby, para voltarem todos juntos novamente ao refrão e finalizar a música.


Promises – Iniciada de forma pesada, já com fortes palhetadas de Viggo. Jorn canta nessa música de forma mais sombria do que nas outras, principalmente nas primeiras frases “Like a crow in the black of the night/ High from the sun, deep down in a hole...”. O refrão é bastante marcante, capaz de ficar na cabeça durante dias, com destaque para a ‘paradinha’ para que Jorn solte a voz à “cappela”.


The Inner Road – Outra faixa a trazer um riff espetacular e uma interpretação perfeita de Jorn. Com uma cadência bastante heavy durantes os versos, e um refrão cheio de guitarras, a música cresce bastante até ser ‘pausada’ pelo solo de baixo de Ringsby, que é acompanhado em seguida pela guitarra de Moren. Logo após uma curta melodia de Viggo, o riff volta, agora trazendo uns ‘wah-wah’ em algumas partes. O destaque certamente é para letra. “You got to know your hell, to find your heaven”.


Hellfire – Mais cadenciado, impossível! Riff pesado, arrastado, sabbatíco. Melodias sombrias. Vocais cheios de feeling. Tudo feito como se a intenção fosse deixar Tony Iommi com inveja. Toda a música segue esse mesmo formato, mas o final traz um solo caótico e desesperado de ambos os guitarristas, voltando para o refrão. Ótima para fãs de Southern Rock ou Black Sabbath.


Stormbringer – Cover do Deep Purple. Teve a adaptação de Jorn, que a deixou mais pesada e com solos um pouco diferentes, mas na questão dos vocais, não há o que questionar. Durante as partes em que Coverdale canta na original, Jorn repete as frases com maestria. Durante as partes de Glenn Hughes, Jorn os adapta à sua voz e ao peso que a música ganhou e os faz de maneira mais agressivas. O solo também ganhou nova roupagem, trazendo vários two-hands, ligattos e bends não existentes na original.


O álbum é ótimo, e traz algumas das melhores músicas da carreira de Jorn. O único pecado do álbum é não trazer baladas, ou mesmo músicas mais leves, para quebrar o ritmo pesado, que domina durante a quase uma hora de play. Porém, para quem gosta de músicas pesadas, o álbum é um prato cheio. Em suma, é um ótimo álbum e merece ser conferido sem medo.




Nota: Jorn está atualmente em turnê com o Avantasia, Ópera-Metal criada por Tobias Sammet, vocalista do Edguy, e que passou recentemente pelo Brasil se apresentando no Credicard Hall em São Paulo. O show também contou com a participação de Andre Matos (Ex-Angra e Shaman) e Sascha Paeth.